domingo, 19 de fevereiro de 2017
Há um debate interior contra o qual lutamos veemente. Não experimentes isso. Comes esse doce para a semana. Vamos às compras quando chegar. Começamos essa série no sábado à noite. Vamos a esse restaurante antes de eu voltar. Todo um conjunto de pedidos que nos assaltam quando alguém que nos é tão próximo fala na hipótese de fazer algo novo eminentemente. Logo agora que estamos quase a chegar, estamos quase quase aí, pensamos. Temos completa noção do quão egoísta são estes múltiplos pedidos. A noção é tal que às vezes não os verbalizamos. Não obstante, há uma parte de nós, sempre presente, sempre latente, que nos impele. Corresponde ao medo gigante de não estarmos presentes e de todos esses acontecimentos subitamente passarem a decorrer sem nós; a contrastar com a tímida súplica de adiamento da vida da outra pessoa - não por uns dias, ou umas semanas, mas pela eternidade a que se assemelha o tempo longe dela.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário